Ganha-perde
por Mauro Beting em 03.set.2012 às 13:46hO Atlético Mineiro fez a melhor campanha de um campeão de turno desde 2003. Na segunda partida do returno, perdeu para o atual campeão nacional e também campeão invicto da Libertadores. Na casa do rival. Galo que criou mais oportunidades de gol que o Corinthians. Mas perdeu. Apenas a segunda derrota em 20 jogos.
Continua muito vivo no BR-12. Mesmo com o forte Fluminense na cola, e um Grêmio que cresce a jogos e pontos vistos. E, lembrando, que o Atlético tem um jogo a menos. Se o clube tem um histórico de incapacidade de decidir desde o último título brasileiro em 1971, se Cuca (injustamente) é cobrado pela mesma história (mesmo depois de ótimos e vencedores trabalhos desde 2003), o elenco tem gente rodada e qualificada em campo e no banco para se manter na ponta. Não necessariamente com o mesmo desempenho excepcional do primeiro turno, que valeu o Troféu Osmar Santos. Mas sempre lembrando que, futebolística e matematicamente, essa campanha brilhante no turno não é necessária para o bicampeonato brasileiro. O Atlético pode cair de produção. Sem perder o título. Mais ou menos como o Corinthians que disparou em 2011 e, ao final, mais administrou a vantagem que a ampliou.
Não poucos atleticanos questionam esse momento irregular. Mas que campeão brasileiro manteve o padrão? Que equipe nacional consegue manter o pique, ainda mais com rodadas sobre rodadas encavaladas com jogos da Seleção e torneios paralelos? Exemplos perfeitos pela imperfeição da irregularidade no futebol são Internacional e São Paulo. Os últimos brasileiros campeões mundiais são cobrados por seus torcedores pela irregularidade como se estivessem caindo pela tabela de maneira impiedosa.
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