O pequeno gigante
Prata da casa com trajetória de superação, Bernard brilha e marca dois gols na final
Ludymilla Sá - Estado de MinasPublicação:
14/05/2012 08:29| Armador comemorou muito seu primeiro título como profissional do alvinegro |
O armador comemorou o título estadual conquistado de forma invicta como nenhum outro jogador. Afinal, foi o seu primeiro troféu como profissional. Bernard foi promovido dos juniores em 2010, mas foi pouco aproveitado por Dorival Júnior. No ano passado, retornou à base para reforçar o Galinho na Taça BH de Juniores e acabou sendo também decisivo: foi dele o gol na final contra o Fluminense, que deu o título ao alvinegro.
“É para isso que eu trabalho. Estou muito feliz porque a minha recuperação foi rápida e eu pude ajudar o Atlético a ser campeão. Os médicos previam que eu ficaria 15 jogos fora e eu voltei depois de sete partidas”, observou o armador, interrompido com um beijo da namorada.
Apesar de pouco tempo, a trajetória de Bernard no time principal tem sido de superações. No início da temporada, ele teve uma contusão atípica, segundo os médicos do alvinegro. Durante uma disputa de bola com o zagueiro Werley (atualmente no Grêmio) num treinamento na Cidade do Galo, ele levou uma pancada na panturrilha e ficou fora do time até o clássico contra o Cruzeiro pela fase de classificação do Estadual. Retornou, e voltou a se machucar no mesmo local.
O jogador compreende que essa é a vida de atleta. “Tem sido assim, com muito trabalho vou me superando e evoluindo. Fico bastante feliz porque de certa forma é uma maneira de aprendizado também. Venho trabalhando forte durante toda a minha vida e espero conseguir muito mais, quero muito mais que isso, quero jogar clássicos, conquistar mais títulos para o Atlético e construir a minha história no clube.”
RESPONSABILIDADE No centro do gramado, o jogador de 19 anos era retrato fiel da felicidade depois de ter dado a volta olímpica com a medalha no peito. Mas ele sabe que o tempo para comemorar o título estadual é curto. O Atlético vai estrear no Campeonato Brasileiro contra a Ponte Preta, no domingo, fora de casa. A responsabilidade do alvinegro na competição nacional será muito maior, reconhece Bernard.
O setor onde ele atua é um dos mais criticados, sobretudo pela ausência de um camisa 10. Bernard, no entanto, não teme uma possível concorrência. Ele afirma que precisa pensar um dia de cada vez. “É só com muito trabalho que a gente adquire qualidade e experiência. Eu não tenho medo. Trabalho para fazer sempre o melhor. Estou me preparando muito e espero corresponder a todas as expectativas.”
O EM VIU
Sem festa
Na contramão do restante do grupo, que festejou ao máximo a conquista do título com torcedores e integrantes da comissão técnica, o lateral Richarlyson e o atacante Danilinho não participaram da volta olímpica. Ao término da partida, eles seguiram diretamente para o vestiário, sem dar declarações. Ao longo da temporada, eles foram os mais vaiados pela torcida e o comportamento poderia ser reflexo do protesto pelas pesadas críticas. (Roger Dias)
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